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Estado de greve de servidores pressiona Prefeitura e acirra debate em Ponta Grossa

Foto: reprodução de redes sociais / @sindservpg

A decisão dos servidores municipais de Ponta Grossa de entrar em estado de greve aumentou a tensão nas negociações com a administração municipal. A medida foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), com participação de mais de 300 trabalhadores, em meio às discussões sobre a data-base de 2026.

Mesmo com a mobilização, os serviços seguem funcionando normalmente. O estado de greve atua como um aviso formal, dando prazo até o dia 20 de abril para que a Prefeitura apresente uma proposta. Caso não haja avanço, a possibilidade de paralisação não está descartada.

Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial e a atualização do vale-alimentação. De acordo com os servidores, as negociações não tiveram progresso significativo até o momento.

Em resposta, a Prefeitura afirmou que ainda não recebeu notificação oficial sobre o movimento. A administração também destacou que mantém os pagamentos em dia e que os reajustes concedidos seguem os índices inflacionários.

O município ressaltou ainda medidas adotadas recentemente, como aumentos direcionados a algumas categorias e a implementação de planos de cargos e salários, além de apontar equilíbrio fiscal nas contas públicas.

Outro ponto levantado pela Prefeitura diz respeito à legalidade de uma eventual paralisação, indicando que o movimento precisa cumprir os requisitos previstos em lei para não ser considerado irregular.

O debate também ganhou um tom político, após a administração sugerir que a mobilização pode ter influência do período eleitoral, o que ampliou o embate entre as partes.

Com posições firmes e prazo definido, os próximos dias devem ser decisivos para o andamento das negociações entre servidores e Prefeitura.

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