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Coordenador de Flávio diz que PL não tem provas de fraude nas eleições

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (28) que não existem provas que permitam ao Partido Liberal sustentar a acusação de fraude nas eleições de 2026.

A declaração foi dada após a divulgação de uma carta em que Flávio Bolsonaro questiona o resultado do segundo turno, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou Marinho.

CARTA TEVE TEXTO ALTERADO

Na primeira versão da carta divulgada por aliados, Flávio Bolsonaro se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, o texto foi alterado e passou a utilizar a expressão “líder do Brasil”.

Marinho disse acreditar que possa ter ocorrido algum problema na elaboração da primeira versão e classificou a acusação de fraude como um “desabafo” do senador.

O coordenador da campanha também afirmou que não foi consultado antes da divulgação do documento.

PL RECONHECEU RESULTADO

O resultado oficial do segundo turno foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%.

O próprio PL também reconheceu oficialmente a vitória de Lula, embora integrantes da legenda tenham defendido questionamentos sobre outros aspectos relacionados ao processo eleitoral.

A carta de Flávio criticou ainda a extensão do horário de votação até as 19h em seções que permaneciam abertas. Dados do TSE mostram que 34.393 votos foram registrados após as 17h, número muito inferior à diferença de mais de 4,4 milhões de votos entre os candidatos.

MARINHO REJEITA INTERVENÇÃO EXTERNA

Rogério Marinho também comentou manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a situação de Flávio Bolsonaro.

Segundo o senador, Trump pode se manifestar sobre política internacional, mas as questões internas brasileiras devem ser resolvidas pelo próprio país.

“Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, afirmou.

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