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O golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil e já fez inúmeras vítimas, incluindo clientes e profissionais da advocacia. Criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios para solicitar pagamentos indevidos, utilizando dados reais das vítimas e técnicas de persuasão sofisticadas.
Diante do aumento dos casos, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) emitiu um alerta com orientações para prevenir esse tipo de crime e agir corretamente caso a fraude aconteça.
Como funciona o golpe do falso advogado
Segundo a PCPR, os golpistas entram em contato por mensagens ou ligações, geralmente alegando que a vítima tem valores judiciais a receber. Em seguida, solicitam pagamentos antecipados via Pix, boletos ou transferências, sob a justificativa de “liberar indenizações” ou “resolver pendências processuais”.
A polícia reforça que a Justiça não cobra valores antecipados para liberação de dinheiro.
Como clientes podem evitar cair no golpe
A PCPR orienta que a população fique atenta aos principais sinais:
- Desconfie de pedidos de dinheiro: tribunais e advogados não solicitam pagamentos urgentes por mensagem.
- Confirme a identidade do profissional: verifique os dados no site da OAB-PR.
- Nunca informe dados bancários ou senhas: nenhum advogado solicita essas informações.
- Cuidado com pressão e urgência: golpistas costumam exigir pagamento imediato.
- Denuncie e bloqueie o contato suspeito.
Orientações para advogados se protegerem
Profissionais também podem ser vítimas indiretas do golpe, quando criminosos usam seus dados para enganar clientes.
Entre as principais recomendações estão:
- Monitorar o uso do nome e registro profissional na internet.
- Alertar clientes de que não solicitam pagamentos por aplicativos.
- Utilizar canais oficiais e seguros de comunicação.
- Informar a OAB-PR e registrar ocorrência se houver fraude usando sua identidade.
O que fazer se você foi vítima
A PCPR orienta que a vítima deve agir rapidamente:
- Registrar um boletim de ocorrência online ou em delegacia.
- Guardar provas, como prints de mensagens e comprovantes de pagamento.
- Avisar imediatamente o banco para tentar bloquear a transação.
- Denunciar o número utilizado pelos golpistas.
A polícia destaca que o estelionato é um crime que depende de representação da vítima, ou seja, é necessário que a própria pessoa prejudicada registre a ocorrência para que a investigação aconteça.
Polícia reforça importância da denúncia
A Polícia Civil do Paraná afirma que segue atenta ao crescimento desse tipo de crime e ressalta que a prevenção e a denúncia são fundamentais para evitar novas vítimas.
Em caso de suspeita, a orientação é não realizar pagamentos e procurar imediatamente a polícia.
